segunda-feira, 2 de junho de 2008

CUIDADOS COM OS EQUIPAMENTOS TOPOGRÁFICOS

Estes informes são destinados à todos os profissionais que trabalham com equipamentos topográficos, sem exceção, mesmo que pareçam comuns e já vistos, mas em nosso cotidiano muitas vezes se passam despercebidos.

  • Conservação:

Deve-se conservar o instrumento, se possível, em lugar seco e ventilado, sem pó e sem grandes variações de temperatura. Se por algum motivo, o instrumento ficar exposto à umidade, provida de sereno, neblina, garoa, chuvisco, etc, deve-se sacá-lo de seu estojo para permitir que o ar circule em sua volta, colocando-o em um armário arejado e com uma pequena calefação ao fundo, direcionada à ele.

  • Inspeção:

Antes de começar cada período de trabalho de campo, deve-se examinar o instrumento segundo as instruções para emprego.

Observações:
- Tirar do armário o estojo fechado com o instrumento dentro;
- Colocar o estojo sobre o balcão;
- Abrir o estojo, analisando a maneira correta de se fazê-lo;
- Conduzir o instrumento dentro do estojo ao local de trabalho;

  • Cuidados ao colocar o instrumento sobre os tripés:

Coloca-se o instrumento sobre a plataforma do tripé e, sustentando-o com uma das mãos, fixa-se imediatamente a base nivelante na plataforma. Nunca deixar um instrumento solto sobre o tripé.

  • Cuidados ao retirar o intrumento do tripé para conduzi-lo ao laboratório:

Estando o instrumento fixo sobre o tripé, deixa-se o estojo aberto, no chão, pronto para guardá-lo. Afrouxam-se todos os parafusos de fixação do instrumento e volta-se os parafusos calantes para a posição intermediária, dando recursos para eles. Com uma das mãos segura-se o aparelho pelo seu lado ou na alça de transporte, e com a outra solta-se o instrumento do tripé. Levanta-se o instrumento colocando a mão livre imediatamente por baixo da base nivelante. Gira-se ele até haver coincidência das marcas para posição de estojo (se houver).

Medida Eletrônica

TRENA ELETRÔNICA
Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem ser pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho, o alcance depende do dispositivo, normalmente, para a determinação de distâncias acima de 50 metros, é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido.As figuras a seguir ilustram trenas eletrônicas de diferentes fabricantes (SOKKIA e LEICA).




TEODOLITO ELETRÔNICO
É um dispositivo com ótica de alto rendimento, mecânica de precisão, facilidade de utilização e altíssima confiabilidade, normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos de medição (distanciômetro ou trena eletrônica) que se adeqüem às suas novas necessidades a um custo reduzido. A figura a seguir ilustra um teodolito eletrônico da marca LEICA (modelo T460d) e uma trena eletrônica, também da LEICA, a ele acoplada para a medição das distâncias.
DISTANCIÔMETRO ELETRÔNICO

É um equipamento exclusivo para medição de distâncias (DH, DV e DI), a tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho e a precisão das medidas depende do modelo de equipamento utilizado. A figura a seguir ilustra a vista posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor do infravermelho) de um distanciômetro da marca LEICA, modelo DI3000s.


ESTAÇÃO TOTAL

Uma estação total é o conjunto definido por um teodolito eletrônico, um distanciômetro a ele incorporado e um microprocessador que automaticamente monitora o estado de operação do instrumento e, portanto, este tipo de equipamento é capaz de medir ângulos horizontais e verticais (teodolito) e distâncias horizontais, verticais e inclinadas (distanciômetro), além de poder processar e mostrar ao operador uma série de outras informações, tais como: condições do nivelamento do aparelho, número do ponto medido, as coordenadas UTM ou geográficas e a altitude do ponto, a altura do aparelho, a altura do bastão, etc. A tecnologia utilizada na medição das distâncias é a do infravermelho e as medidas obtidas com o levantamento podem ser registradas em cadernetas de campo convencionais, através de coletores de dados, ou, como no caso dos equipamentos mais modernos, através de módulos específicos (tipo cartão PCMCIA) incorporados ao próprio aparelho, o coletor de dados é normalmente um dispositivo externo (que pode ser uma máquina de calcular), conectado ao aparelho através de um cabo e capaz de realizar as etapas de fechamento e ajustamento do levantamento.
A figura a seguir ilustra um coletor de dados TOPCON, o cabo pelo qual está conectado à estação total e uma ampliação do visor LCD com informações sobre a medição.


Na maioria das estações, os dados registrados pelo coletor podem ser transferidos para um computador através de uma interface RS 232 padrão (mesma utilizada nos computadores para ligação de scanners, plotters, etc.);
A utilização de módulos ou cartões especiais (tipo PMCIA), quando cheios, podem ser removidos e transferidos para um computador (com slot PCMCIA ou com leitor externo) para processamento posterior.
A figura a seguir ilustra um cartão PCMCIA com capacidade de armazenamento entre 512 Kb a 4 Mb.


As estações são relativamente resistentes a intempéries e alguns fabricantes dispõem de modelos à prova d’água, funcionam com bateria específica, porém, recarregável e são muito utilizadas atualmente em qualquer tipo de levantamento, topográfico ou geodésico.
A figura a seguir ilustra uma estação total da LEICA, modelo TC600, com intervalo angular de 3”, precisão linear de 1,5mm e alcance de 2 km com um único prisma.


NÍVEL DIGITAL
É um nível para medição eletrônica e registro automático de distâncias horizontais e verticais ou diferenças de nível, portanto, não mede ângulos. O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura, ou seja, num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados. Para a determinação das distâncias o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre uma régua graduada cujas divisões estão impressas em código de barras (escala binária), como mostra a figura a seguir:

Este tipo de régua, que pode ser de alumínio, metal ínvar ou fibra de vidro, é resistente à umidade e bastante precisa quanto à divisão da graduação. Os valores medidos podem ser armazenados internamente pelo próprio equipamento ou em coletores de dados. Estes dados podem ser transmitidos para um computador através de uma interface RS 232 padrão. A régua é mantida na posição vertical, sobre o ponto a medir, com a ajuda de um nível de bolha circular, como mostra a figura a seguir:


O alcance deste aparelho depende do modelo utilizado, da régua e das condições ambientais (luz, calor, vibrações, sombra, etc.), funciona com bateria específica, porém, recarregável e é utilizado essencialmente em nivelamentos convencionais e na construção civil.
As figuras a seguir ilustram dois modelos de nível digital de diferentes fabricantes. O primeiro é da LEICA, modelo NA3000. O segundo é da SOKKIA, modelo SDL30.



MEDIDA INDIRETA DE DISTÂNCIAS

TEODOLITO

É utilizado na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. A figura a seguir ilustra três gerações de teodolitos: o trânsito (mecânico e de leitura externa), o ótico (prismático e com leitura interna), e o eletrônico (leitura digital).


















ACESSÓRIOS

Entre os acessórios mais comuns de um teodolito estão: o tripé (serve para estacionar o aparelho), o fio de prumo (serve para posicionar o aparelho exatamente sobre o ponto no terreno) e a lupa (para leitura dos ângulos). A figura a seguir ilustra um tripé de alumínio, normalmente utilizado com o trânsito e um de madeira, utilizado com teodolitos óticos ou eletrônicos. É interessante salientar que para cada equipamento de medição existe um tripé apropriado.


















MIRA OU REGRA GRADUADA

É uma régua de madeira, alumínio ou PVC, graduada em m, dm, cm e mm, utilizada na determinação de distâncias horizontais e verticais entre pontos.
A figura a seguir, ilustra parte de uma régua de quatro metros de comprimento e as respectivas divisões do metro: dm, cm e mm.